segunda-feira, 17 de outubro de 2016

#Eulevojeridentrodemim

Nos últimos dias estive por bandas próximas a Linha do Equador, em meios de transportes peculiares e aventureiros, encontrei uma coruja na travessia diurna pelo deserto branco, fui recebida no paraíso por uma iguana no caminho do meu quarto.
Andei por águas transparentes (meu celular também :'( ) que não tinham ondas bravas, onde lagoa e mar curtiam se encontrar; vi uma árvore chamada Preguiça que ficou só no meio do sertão e então resolveu crescer deitada.
Pisava descalço naquele chão- as vezes molhado , subi duna para ver o por do sol, tornei-me mulher de areia da cabeça aos pés haha; subi duna para olhar o céu noturno com direito a estrela cadente e por da lua no mar.
Fiquei apaixonada por cada pedacinho ali construído física ou emocionalmente.
Falei com gringos, fui resgatada por "nativos" oferecendo amizade (agradecida!); tive que dançar forró para pagar o resgate. D:
Nunca que vou conseguir contar tudo, me perderia no tempo, aliás eu me perdi do tempo! Não tinha dia da semana, nem pressa de pra Minas voltar.
Alegria, alegria, eles nos disseram!
E a tripulação animada, volta pro lar...


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Os dias marcados para despedidas são os piores, geralmente terminamos não dizendo o que planejamos. Talvez seja por isso que durante a vida as despedidas são ao longo do tempo, do afastamento, do silêncio carregado de dizeres não ditos mas sentidos.
Nunca disse tchau para relações, hoje dei conta de que algumas se foram, a maioria mudou e as que eu quis de fato me despedir não foram como o planejado. Tenho buscado ser sincera comigo, a fazer perguntas e entender as relações interpessoais da minha vida, afinal os outros também desejam dizer tchau.
Ainda tenho muitas duvidas sobre futuros tchaus e por agora deixo estar. Estou tranquila como há muito não estivera e ao invés de pensar nos tchaus que a vida propôs, estou aberta para quem por aqui quiser passar.
O tempo ajeita tudo se o sentimento for verdadeiro, seja para os desentendimentos, pelas despedidas torcidas, pela má interpretação; se o momento não era propício é necessário entender o tempo que o universo pede ou força para acontecer, assim como um rompimento definitivo que faz doer e depois apenas passa.

sábado, 27 de agosto de 2016

Enquanto fui me construindo fui me destruindo

Tenho medo do mundo, medo de viver
Não sei usufruir da loucura talvez por não conhecê-la
Desde muito nova me eduquei para ser uma pessoa digna
Daquelas que não deve nada a ninguém porque tem um caráter muito bem embasado de acordo com sua consciência e com os exemplos maternos e paternos. Alguém que sempre quis estar ali, não necessariamente pela bagunça mas caso alguém precise. Não a pessoa que tem conselhos mas que faz perguntas e faz o outro se ouvir. Sempre estive em segundo plano das pessoas loucas e sempre tive um ímã impressionante para com elas mas nunca jamais fui uma louca de alma e coração. Não é que esta louca esteja guardadinha aqui dentro, não.. É que nem ao menos pensamentos loucos e livres existem aqui. Minhas paranóias e sonhos são de coisas que existem, que já vi. A criatividade e imaginação ficou com a menina que teve amigo imaginário e que conversava com outra criança japonesa sem saber uma palavra de japonês.
Só para explicar um louco não é alguém menos digno ou de menos caráter, mas sem duvidas ele é mais livre. De uma liberdade que eu não posso fingir ter porque não conseguiria fingir, não seria espontâneo. É por isso que ando com loucos, por admiração. Não tenho o que acordar aqui dentro, sou isso e só mas posso observa-los e te-los por perto pra me sentir acolhida de certa forma. Só não sei porque eles andam comigo, porque me tem como amiga. Não sei ser balança porque em meio a essa racionalidade toda e empaquei enquanto crescia. Não há talentos desenvolvidos, habilidades, não haveria de ter uma conversa longa e profunda embasada em qualquer coisa senão os meus achismos certos que originam no que parece ser menos errado. Sou um atraso de vida como companhia e ainda assim eles estão aqui. Ou sou eu que rodeio tanto eles que não há outra saída? Destruo a mim mesma a cada dia, sem dramas, sem coitadismos, é o que enxergo e sinto.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

As pessoas se chateiam quando não compramos o momento de fúria delas, para algumas é passageiro outras nunca entenderão o seu silêncio. Sinto-me envergonhada de meus momentos de fúria, de falta de autocontrole, o silêncio nesses momentos é como um balde de água fria numa chapa de ferro quente.

sábado, 21 de maio de 2016

Eu que desacreditada do amor sou, amo
Eu que desprezo o ciumes na vida, o sinto
Eu quis tentar novamente e sem limites, aceitei tudo
Aceitei para me testar, me desafiar e ver se descobria até onde poderia chegar
Cheguei
Cheguei ao ponto em que sinto que passei dos meus limites por não dar conta de controlá-los como pensava
Tentei ser livre
Tentei ser um pouco mais inteligente
Tentei dar outra chance ao coração
Dizia: "não há motivos para preocupação, está tudo sob controle na minha mente"
E sim, na mente, mas quando o coração grita não há mente que segure, então minto.
Não sou seu par porque queres ser par do mundo
Acho uma ideia encantadora mas assim não sou
Quero tudo ou nada
De um mundo só
E está chegando o momento de voltar a ser.. só.
Errei mais uma vez.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Acham que é roça

O nosso povo valoriza muito pouco
as riquezas que a gente tem
Reclama de tudo, diz que do poço aqui é o fundo
sem esperanças trata com desdém
Dizem que aqui é roça
mas roça de quem?
Não percebem que a cidade cresceu
só o povo mesmo que não percebeu.
O trânsito é intenso, a população já aumentou
os olhares vira e meche estão voltados para cá
mas logo dá-se um jeito de desviar.
Nesse vale de montanhas
de únicas características
o única valorização tem sido a das presenças turísticas.
Quem aqui está, quer sair e não consegue
oportunidades novas agarrar
quem aqui chega se encanta
mas se quer ficar não demora a desanimar.
Muitos de nós
com o coração na mão partimos
por deixar para trás um paraíso
aparentemente esquecido,
por seus representantes e habitantes.
Os flutuantes se vão mas e quanto a população?
Instituições Federais estiveram a um pé de aqui se fixar
Opções de lazer e cultura sempre acabam por fechar
Resta a nós jovens partir
a menos que chegue a hora
de alguém por aqui intervir.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O mar está de ressaca,
e o cheiro dele está no ar
mesmo depois de tanto rebater contra as pedras e escorrer pelo entorno excessivamente.