Férias é uma coisa curiosa, porque nós reencontramos os amigos que não moram aqui e aí a cabeça começa a martelar. Algumas (poucas) pessoas ativam fortemente meu desejo de ir embora só pelo olhar, esqueço a barreira que me "impede" de fazer disso realidade e planejo em pouco tempo tudo que pode mudar. Quando descubro que só vou ver alguns desses amigos daqui 1 ano, mais ou menos, sinto um incômodo muito forte, devido a ausência delas na minha vida, pessoas que julgo importantes, mas isso também ativa algo que já consigo compreender melhor... eu estou desperdiçando meu tempo, eu estou a toa, eu estou parada e isso só piora minha saudade e fode minha vida.
Um assunto paralelo a esse é a questão da minha afinidade com as exatas, acredito que o mundo é movido por esses números, os quais não me dou bem e acho que encontrei uma chave pra resolver isso: não tenho que procurar áreas humanas e biológicas apenas, tenho que aprender exatas. Simples assim, aprendo decentemente esse dragão que me assombra e depois escolho uma área a qual vai me dar oportunidades e renda suficientes para sumir daqui. Há um campo enorme que não me obriga apenas a fazer contas todo o tempo. O MUNDO É MOVIDO POR NÚMEROS isso é um fato, e enquanto eu não entrar em acordo com eles vou afundar. Por onde eu começo aprendendo essa coisa?
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Quase esqueci
Desculpe, agora a pouco me peguei querendo mudar o mundo, ajeitar tudo mas de um modo natural. Esqueci que as coisas não são assim, que existem regras absurdas a serem seguidas, e pessoas dispostas a cumpri-las de um modo pior do que elas são. Tive esperança em criar um lugar muito melhor, imaginei tudo quase perfeito, mas não é assim; não sou assim; não vivo assim. Por poucos segundos idealizei um MUNDO. Estou protestando contra governantes da maneira que me é cabível, por agora, e isso me dá vontades de querer protestar contra pessoas, quase esqueci que erro também.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Não gosto nem desgosto da fase que estou vivendo, descobrir histórias que todos acham graça e que não me lembro.
São experiências mas estão acontecendo com muita frequência, não era assim.
Não sou como Chinaski,
misantrópico,
gosto de socializar,
mais de ouvir do que de falar;
não quero afogar minha vida em copos,
mas estes estão lá não vejo razão para ignorar.
Não é proposital, é quase irracional, depois vem a tal da ressaca moral.
Depois de quebrar a cabeça tentando entender os porquês cheguei a conclusão de que tinha que ser assim, VAI ser assim até eu aprender.
São experiências mas estão acontecendo com muita frequência, não era assim.
Não sou como Chinaski,
misantrópico,
gosto de socializar,
mais de ouvir do que de falar;
não quero afogar minha vida em copos,
mas estes estão lá não vejo razão para ignorar.
Não é proposital, é quase irracional, depois vem a tal da ressaca moral.
Depois de quebrar a cabeça tentando entender os porquês cheguei a conclusão de que tinha que ser assim, VAI ser assim até eu aprender.
terça-feira, 26 de junho de 2012
T-rror
A convivência está cada dia mais complicada, juro que tento me controlar. Sinto como se tudo estivesse desencaixado de alguma forma, em todos os lugares com todos os grupos os quais convivo. Não faço parte de nada. Tenho amigos "certinhos" mas eles raramente - ou nunca- fazem parte das histórias, sempre sou atraída pela parte "maluca" do grupo, me sinto melhor com eles mas não completa. Pelo lado da família considero que sou até uma das boas ovelhas mas por não saber definir qual caminho seguir me vejo como alvo fácil para críticas. Dou boas risadas mas não como quando era menor. Essa época sim eu fazia parte de tudo, era inteira. Todo fim de semana a família reunida na casa da avó materna, no decorrer da semana visitando e brincando com primos e tios paternos e só tinha que ir ao colégio e à natação, o restante do tempo dividia entre fazer tarefas, ajudar em casa e boa parte brincando na rua. Antes a sombra da minha mãe, agora a assombração, mais ou menos isso. Parece que estou gerando o caos na casa, tudo porque opto por aproveitar o lado menos iluminado, o pouco que sei e conheço da vida. Quando esse terror vai passar? Já posso imaginar as respostas.
sábado, 23 de junho de 2012
Matina
Depois de assistir um filme bom mas com o final a desejar, levantei e voltei pra casa com o sol já no céu, muita neblina cobrindo a cidade, um dia bonito. Fones no ouvido, cabelo no rosto, passos rápidos embalados por Sweet Dreams (Are Made Of This), um casaco preto, pesado. Todos olhavam, parece que sabiam que eu não estava indo para a escola e muito menos para o trabalho, então o que diabos eles tanto olhavam? Não senti o peso da caminhada, bem longa por sinal, por hora cantava. Lembrando da noite, das muitas risadas, dos micos alheios que observei, do Chico falando sobre as mulheres, ah, Chico!, das filosofias sobre relacionamento, pensamento, atos... A quase desventura fechou a noite com chave de ouro! Se eu estivesse no mesmo grau de filosofia ainda teria um quê forte de amizade nunca visto antes. Mas nada é por acaso, nada é sem razão.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Sexxta
Mais uma noite de filosofia de bar, sagrada a menos na sexta feira. Poucas pratas no bolso, poucas companhias, apenas bebida alheia, muito frio e vento. A próxima vez acho que já terei um olhar diferente além de formas diferentes de discutir, o velho Buk deve me ajudar. Seja o que for e não for, a noite começa agora.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Cópia
Tenho vontade de colocar alguns rostos no papel, um cópia feita de próprio punho. Não sei bem o motivo, é mais vontade que objetivo. Primeiro um auto-retrato, depois meu pai e agora poderia ser minha mãe, mas não tenho uma foto dela aqui, portanto escolhi alguéns e fui selecionando de acordo com minha preguiça e quando vi já tinha baixado três fotos de um mesmo alguém. Encontrei uma boa foto para fazer uma boa cópia; mas... o que me trava se não a dúvida, o porquê da sua foto. O papel em branco e o lápis estão bem na minha frente tenho uma hora livre pra fazer a cópia...
(Duas horas depois)
Cópia feita.
(Duas horas depois)
Cópia feita.
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