quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Série: rascunhos do facebook - parte 2

 Engano

O resumo do que penso e que sá do que sou;
A maneira como ajo perante o que sinto;
A possível causa dos meus erros,
E a certeza das minhas dúvidas.
É tudo um catastrófico engano.

sexta, 24 de Agosto de 2012 às 17:32 

Série: rascunhos do facebook - parte 1

O último alfajor guardei pra você, e você não quis receber. Fui tomar tequila e vocês não estavam aqui pra me entregar um cartão de estudante como pagamento ou me aguentar embriagada falando sobre signos. Nos assuntos mais variados e afastados você é citado frequentemente, como se estivesse sempre presente. Você, vocês, você, vocês, durou, duraram. O último alfajor eu tentei entregar-te. A última dose que uma vez despertou-me para encantar-te e outra para sorrir contigo ontem proporcionou-me uma alegria solitária, de dançar, sorrir e falar, muito mais do que deveria. Excesso mesmo, como tudo desde o primeiro dia da tequila. Então passei o último alfajor. E pouco tempo depois outra caixa chegou, pouco a pouco foi perdendo volume, de seis restaram quatro, três, dois e hoje tenho novamente o último alfajor, talvez esperando alguém que venha buscá-lo, talvez esperando a hora certa de ser devorado, exageradamente devorado. Mas somente uma pessoa poderá fazê-lo. Por via das dúvidas, o último alfajor está na caixa, solitário como a alegria, esperando. Boa noite, durma bem.

Domingo, 11 de Março de 2012 às 23:50

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Algum pensamento qualquer

A gente erra sim e vê depois que errou, claro.
A gente cansa de dar conselho pra amigo, principalmente quando ele não ouve e melhor ainda quando você não tem base pra falar. São anos dando conselhos amorosos pras pessoas como se eu soubesse o que é amor, ou essa coisa que todo mundo sente atualmente e que não dura nada, ou dura mais do que deveria e fica obssessivo. Mas não posso acusar, ao menos eles sentem e sentir alguma coisa é melhor que não sentir. Por vezes perco aquele ar carinhoso de amiga e esculacho o que muitos querem dizer e não dizem, tento acordar a pessoa de algo que penso ser uma insanidade, peço pra que tenha o mínimo de lucidez ao dramatizar tanto a vida. Seria mesmo insano? "Amar" loucamente, brigar por "amor", sustentar o orgulho por "amor", que raio de amor é esse? Nesse aspecto não sou assim, não no quesito "amoroso". Eu erro em perder a delicadeza sim, mas foi por querer o bem de alguém que ao meu ver merecia ser feliz, sabe-se lá por que caminho. Desejar ver os outros felizes é um dos meus pontos fortes. E quanto a minha pessoa? Cheia de defeitos, orgulhos, crises caseiras sem explicação. Que diabos é isso? Sei que algum dia meus amigos, não exatamente no plural, perderão a delicadeza, o ar carinhoso e/ou desistirão de mim. Não poderei julgá-los. É questão de opção, falta de saber. Mas no quesito amoroso poderei ser julgada por ser a mais paciente das pessoas, sem crises de ciúmes ou escandalos desnecessários e essas coisas que todos valorizam por dizer ser desmonstração de sentimento. Sou insensível e fria diante à sociedade padrão dos relacionamentos. Poderia não errar e ser um pouco mais egoísta, só que não sei fazer isso.

sábado, 11 de agosto de 2012

Fictício...

... ou não.

A pior sensação na vida de alguém é não lembrar, literalmente, de nada que aconteceu nas horas anteriores. Apagão, breu total. Embora isso seja cobiçado por muitas pessoas, as quais desejam esquecer problemas emocionais, sociais etc e blá blá blá, depender de informação alheia não é bom. Cada pessoa enfatiza uma coisa, as visões são diferentes e até mesmo quando contam o fato tal como ocorreu.. continua sendo vergonhoso.
Outro dia 09, outras "José C." batizadas de festa, não há cuerpo que aguente. Foi assim que a perda de memória encaminhou-se para aquele lugar branco, com cheiro enjoativo e foi atacada com agulhas. Bons 30 mL s de remédio via veia, uma vergonha. Lo cuerpo agradece ao menos esse carinho, depois de tantos maus tratos. E nada, nem um milésimo de segundo de memória, só uma imaginação formando cenas do que ouve. Um estado físico e psicológico lamentável, preocupante, que expressava de alguma maneira o que estava preso, seja lá o que for. Outro dia 09 e tal boca pronuncia o mesmo nome, com a leve dor no coração, citada assim pelo amigo.
Com o braço ainda dolorido, termina aqui essa história fictícia (ou não).

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pronto

Férias é uma coisa curiosa, porque nós reencontramos os amigos que não moram aqui e aí a cabeça começa a martelar. Algumas (poucas) pessoas ativam fortemente meu desejo de ir embora só pelo olhar, esqueço a barreira que me "impede" de fazer disso realidade e planejo em pouco tempo tudo que pode mudar. Quando descubro que só vou ver alguns desses amigos daqui 1 ano, mais ou menos, sinto um incômodo muito forte, devido a ausência delas na minha vida, pessoas que julgo importantes, mas isso também ativa algo que já consigo compreender melhor... eu estou desperdiçando meu tempo, eu estou a toa, eu estou parada e isso só piora minha saudade e fode minha vida.
Um assunto paralelo a esse é a questão da minha afinidade com as exatas, acredito que o mundo é movido por esses números, os quais não me dou bem e acho que encontrei uma chave pra resolver isso: não tenho que procurar áreas humanas e biológicas apenas, tenho que aprender exatas. Simples assim, aprendo decentemente esse dragão que me assombra e depois escolho uma área a qual vai me dar oportunidades e renda suficientes para sumir daqui. Há um campo enorme que não me obriga apenas a fazer contas todo o tempo. O MUNDO É MOVIDO POR NÚMEROS isso é um fato, e enquanto eu não entrar em acordo com eles vou afundar. Por onde eu começo aprendendo essa coisa?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Quase esqueci

Desculpe, agora a pouco me peguei querendo mudar o mundo, ajeitar tudo mas de um modo natural. Esqueci que as coisas não são assim, que existem regras absurdas a serem seguidas, e pessoas dispostas a cumpri-las de um modo pior do que elas são. Tive esperança em criar um lugar muito melhor, imaginei tudo quase perfeito, mas não é assim; não sou assim; não vivo assim. Por poucos segundos idealizei um MUNDO. Estou protestando contra governantes da maneira que me é cabível, por agora, e isso me dá vontades de querer protestar contra pessoas, quase esqueci que erro também.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Não gosto nem desgosto da fase que estou vivendo, descobrir histórias que todos acham graça e que não me lembro.
São experiências mas estão acontecendo com muita frequência, não era assim.
Não sou como Chinaski,
misantrópico,
gosto de socializar,
mais de ouvir do que de falar;
não quero afogar minha vida em copos,
mas estes estão lá não vejo razão para ignorar.
Não é proposital, é quase irracional, depois vem a tal da ressaca moral.
Depois de quebrar a cabeça tentando entender os porquês cheguei a conclusão de que tinha que ser assim, VAI ser assim até eu aprender.