sábado, 22 de março de 2014
Folhas de outono
Comecei o primeiro dia da minha estação preferida no hospital, passando mal de um jeito que nunca havia passado. Quatro dias depois ainda encontro-me embriagada de copos e mais copos... de soro, que parecem já não fazer mais efeito. Quase pareço uma árvore de outono, sem folhas, seca, com tom amarelado meio sem cor. Acho lindas essas árvores, mas sentir assim não tem sido nada lindo. Que vontade de não pertencer ao mundo dos adultos, não ter que voltar ao trabalho enquanto não estivesse perfeitamente normal.. mundo horrível este. Tudo que eu mais quero é ficar bem o quanto antes, sem ficar parecendo uma criancinha dependente, ou uma velhinha frágil.. Juro que estou fazendo tudo que consigo para não perder minhas folhas, mas no momento elas se vão...
domingo, 16 de março de 2014
Lua e Los
Estava observando a lua e tentei lembrar qualquer som dos Los Hermanos - porque sim- e não consegui;
Encarei fixamente a lua, tudo se apagou em volta, breu! Nada de música..
Saí da varanda pra enxergar o restante do céu. Há tempos não o via tão limpo, estava lindamente estrelado;
Procurei algo diferente, vi as estrelas na mesma posição. Nada de música..
Hoje esqueci as canções. Será que amanhã esquecerei a imagem? E depois, esquecerei o som? E por fim, esquecerei, o que quer que seja, num total?
Encarei fixamente a lua, tudo se apagou em volta, breu! Nada de música..
Saí da varanda pra enxergar o restante do céu. Há tempos não o via tão limpo, estava lindamente estrelado;
Procurei algo diferente, vi as estrelas na mesma posição. Nada de música..
Hoje esqueci as canções. Será que amanhã esquecerei a imagem? E depois, esquecerei o som? E por fim, esquecerei, o que quer que seja, num total?
segunda-feira, 3 de março de 2014
Câmbio, desligo.
Pela marcação de território e pela a ausência de respeito vindo de palavras próprias,
Declaro minha total indignação
Pros infernos!
Antes sair em breve daqui,
Nem mordida no ombro
Nem mãos dadas em frente aos pais
Nem o resto de prazer em ajudar,
Apenas sair daqui.
O dia, tarde, noite mais perfeito do seu ano sendo desgraçado em dois míseros minutos de stress desnecessário alheio
Manter escondido
Os atos
Os sentimentos
As palavras
Já não me satisfaz.
Talvez seja tarde, mas nunca é tarde
Para enxergar que o erro, ou a causa dele
Pode ser simplesmente uma presença que atrasou e esqueceu-se de partir.
Não levando créditos, mas a ausência deste lado talvez seja a solução
Seja geograficamente ou não, câmbio, desligo..
Declaro minha total indignação
Pros infernos!
Antes sair em breve daqui,
Nem mordida no ombro
Nem mãos dadas em frente aos pais
Nem o resto de prazer em ajudar,
Apenas sair daqui.
O dia, tarde, noite mais perfeito do seu ano sendo desgraçado em dois míseros minutos de stress desnecessário alheio
Manter escondido
Os atos
Os sentimentos
As palavras
Já não me satisfaz.
Talvez seja tarde, mas nunca é tarde
Para enxergar que o erro, ou a causa dele
Pode ser simplesmente uma presença que atrasou e esqueceu-se de partir.
Não levando créditos, mas a ausência deste lado talvez seja a solução
Seja geograficamente ou não, câmbio, desligo..
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Loucura?
Fantasia positiva e catastrófica,
histórias miraboladas com rapidez;
Fatos possíveis mas inexistentes,
discursos completos e complexos;
Surrealidade espontânea
capaz de prender a atenção nesse mundo paralelo.
Utopia consciente...
quando fora do transe.
Loucura?
histórias miraboladas com rapidez;
Fatos possíveis mas inexistentes,
discursos completos e complexos;
Surrealidade espontânea
capaz de prender a atenção nesse mundo paralelo.
Utopia consciente...
quando fora do transe.
Loucura?
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Polaridades multiplas
Tenho vivenciado extremos. Uma hora senta um senhor a minha mesa, com um ar leve, simpático, registrando o óbito de sua irmã, outro dia dois jovens marcam o casamento e mal conseguem trocar um olhar sem sair faísca, logo em seguida do primeiro caso, um registro de nascimento de um lindo bebê, que mal sabe onde veio parar, no colo de seus pais babões. Enquanto isso minha cabeça parece um terremoto e na melhor das hipóteses penso em sair correndo e nunca mais aparecer. Não sei se é possível transformar um transtorno em estado, mas tenho andado bipolarmente atordoada. Ali ainda não é o meu lugar.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Estranhissimo
Por ter formas diferentes de demonstrar carinho, formas singulares, estranhas, perde-se oportunidades. Perde-se amizades, histórias, perde-se mais; perde-se tempo, e tempo pra bom entendedor é muito, tempo é raro, é algo que deve ser investido e não perdido. E não digo perdido de passado, este já se foi há tempos, digo perdido de futuro e mais, perdido de presente. Por tentar fugir das normalidades (e até banalidades) demonstrando algo sincero, simples mas verdadeiro, é deixado de lado e visto como desleixo, como se desse menos importância. Ah! claro engano, aí está a importância. Quando me importo, não colo. Quando me importo, realmente ..me importo e sinto e me doou, da minha maneira, estranha. Leia nas entrelinhas, sou feita de entrelinhas ou linhas tão esclarecidas que passam desapercebidas.
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