Menino,
Acho que colocar você no papel
foi a maior das minhas loucuras
indicada pela imediata dor de cabeça.
Era um sinal, o qual ignorei,
insisti e rabisquei,
e ainda lá você está,
o esboço do seu rosto,
o cabelo atrapalhado,
o olho marcante através da falta de uma lente.
Bem datado de uns anos passados,
continuo procurando defeitos,
os mais graves
motivos pra não aprofundar mais;
até hoje não funcionou muito..
Porque a gente vai levando, menino
não com a barriga, mas através do tempo;
A gente vai levando sem combinado,
estamos vivendo, sem compromisso.
Esse é um modo de vida que quero que seja longo,
lindo menino,
da fala ansiosa e alta,
que mal deve conseguir ler meus olhos;
dos olhos que me abraçam quando acorda,
dos braços e abraços certos de si.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
So lonely
Ok. Agora sinto que estou fazendo merda. Que posso ter tudo ou perder tudo com apenas uma atitude. Eu não quero dormir sozinha está noite.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Carta ao herói mais maneiro!
E então você fere seu herói de infância, um dos caras da sua idade que você mais respeita e deseja nunca magoar. Pode dizer que não foi ferido, por orgulho, também sou orgulhosa, também fui ferida há um tempo e também neguei, me afastei, por ser um sentimento incontrolável, o qual você não quer sentir mas ali ele está, presente. Talvez eu tenha falado demais, talvez eu tenha percebido de menos, mas sei que causei um incômodo e isso agora está incomodando a mim. Juro que jamais passou pela minha cabeça estar entre dois amigos, tão pouco que um terceiro estaria dando pitacos e que todos estes fizessem parte da minha história em algum momento. Acho nobre suas atitudes, caro Homem Aranha, eu agiria assim. Mas peço que, por favor, não cometa o que cometi, tem todo o direito de sentir o que for, mas não se afaste! É, mais uma vez, egoísmo da minha parte pedir algo assim, desculpa, mas pedi, e peço novamente, não fique longe. Não posso corresponder às suas expectativas no momento, estou envolvida numa história que não sei pé nem cabeça.. Mas sei muito bem sobre nossa amizade, que não abalou mesmo depois de 15 anos sem nenhum contato. Nós mudamos desde que éramos anões? Claro. Sei que não me mostro o suficiente, mas é falha minha e isso não deveria interferir na vida de nenhuma outra pessoa. Mas aqui dentro e acredito que aí também existem coisas, sentimentos, características e valores daquelas crianças do final do século passado. Não tenho certeza quanto a quase nada nessa minha vida, mas uma das poucas que tenho é que sua amizade, sua presença, fazem diferença, acrescentam e por mais que eu não saiba ser tão clara assim nas palavras ditas, eu admiro você, então peço que me desculpe pelo transtorno. Talvez eu tenha evidenciado mais do que realmente esteja sendo essa situação, mas independente de intensidade, ela existe. Mágoa ou incômodo nos fazem perder muito tempo. Hoje estou voltando praquele lugar que nos dá paz, que nos faz esquecer de tudo e nos recarrega pra vida real e eu realmente gostaria de encontrá-lo lá e leve e claro e sincero e engraçado e herói e tudo que você é! Esta é uma carta ao meu herói mais maneiro! (com aquela voz de Bob - é Bob mesmo né? )
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Meus raros
E tem algumas - poucas- pessoas que eu queria ter como colocar numa caixinha e carregar por onde eu for; mas é egoísmo. E daí? Queria ser egoísta as vezes, com os outros, porque comigo eu sou e o suficiente. Queria carregá-las por aí.. não precisa nem ser na mesma casa, só pertinho. E elas cabem em, talvez, duas mãos não completas. Queria poder abraçá-las não exatamente muitas vezes, mas por um longo tempo, abraços de verdade, e olhar antes durante e/ou depois nos olhos e sorrir, porque eu gosto de olhos e gosto ainda mais de olhar nos olhos das pessoas que eu gosto. E sei que sentirei falta, mesmo reencontrando, só que essas eu queria não ter que esperar para reencontrar, entende.. Queria também que elas soubessem disso, que são meus raros e não um quase qualquer.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Não sei exatamente porque estou escrevendo, mas se não tenho com quem falar de camisas, logo, preciso escrever. Hoje surgiram tantas dúvidas e paranoias absurdas que nem faço ideia se tem fundamento.. mas deixaram um pesinho na consciência. Coisas que só penso na hora de um desespero e não na hora que deveriam ser pensadas, não ando usando muito do juízo esse ano.. que coisa desagradável de assumir. E isso não tem tanto a ver com a questão de tudo (t-u-d-o) estar acontecendo desde as últimas duas semanas pra cá. Dias decisivos, agressivos, intuitivos.. que usei de toda a força, bruta ou não, pra resolver minhas indagações e tropecei na hora H. A poeira está abaixando, já posso ver uma ponta de vida nova, já posso ver a balança variando. Preciso aprender a falar, dar a cara pro que vier assim como da última vez, de preferência sem ferir. Que essas borboletas no estômago sejam somente borboletas; que eu ainda possa conversar muito sobre camisas (não literalmente); que - pra sempre- eu tenha alguém pra gastar horas tomando cappuccino trocando ideias; que ... que nada, que sempre o melhor aconteça!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Logo ali no futuro
Estou mais uma vez dentro de um ônibus rumo a um futuro diferente e promissor. Recebi muitos votos de boa sorte, de encorajamento e agora está tudo em minhas mãos. Minha cabeça está tranquila, meu coração meio confuso e em 24 horas a decisão será tomada. Enquanto isso sigo observando as montanhas no caminho. Que o melhor aconteça, amém.
10-06-14 Em um Santa Cruz qualquer...
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