quarta-feira, 16 de julho de 2014

Canhão

Sofro por não ter minha irmã por perto todo tempo;
Sofro por sentir meus pais longe mesmo que perto;
Sofro de saudade antecipada;
Sofro pelo autoengano sobre tudo.
Sinto porque quero levar tudo comigo;
Meus pais e meus amigos,
Minha bicicleta e minha casa,
Minhas montanhas e minhas ruas prediletas,
meu ilusório e platônico gostar também.
Choro e paro de sofrer
apenas porque tomo consciência do sofrimento
e então me engano outra vez.
Esse sofrimento todo é só medo,
medo de que tudo seja mentira
e desabe sobre minha cabeça
como quem diz: Tola, achou mesmo que pudesse ser verdade?
Ao mesmo tempo que sofro pelo autoengano
tenho uma overdose de auto super proteção 
crio esse combo e o utilizo como escudo 
toda vez que sinto as coisas boas
como se atrás de toda paz houvesse um canhão..

sábado, 12 de julho de 2014

Na minha janela ele nunca mais passou

Ouço o freio de mão do carro sendo puxado, a porta bate, o portão faz o barulho de um trovão, os passos seguem o contorno da casa e sobem as escadas. Direito, forte, rápido. A porta do escritório é aberta, a cadeira maneira range, o computador foi ligado. E ponto. Cada um no seu mundo, ridículo mundo.
Não sei o que fazer, por isso permaneço sentada aqui. Pauso a música pra ouvir o som de suas ações ou até mesmo de sua conversa, mas não é nada sobre mim. Algumas semanas assim se passam, torturando tudo que sinto. Acabo de dizer um simples "oi" quase clamando por um "CONTINUE A CONVERSA!!", mas ele simplesmente passa. Senti como se fosse uma conhecida importunando em momento inoportuno. Silêncio. Sento na cama, o ar me falta, precisava coversar. Abri varias janelas do Facebook mas não é isso que eu quero. Meu celular não funciona. Penso em escrever. Abro o Twitter pra dizer qualquer coisa apavorada, penso que isso é mais inútil que chamar as pessoas no chat. Lágrimas escorrem, sem parar, sem me deixar respirar. Ouço seus passos subindo, parando aqui perto. Engulo o choro, ele pode aparecer aqui dessa vez! Ele diz qualquer coisa sobre carros e sobe, novamente, direito, forte e reto. Lágrimas transbordam desde a primeira palavra escrita neste texto. Ao fundo The Doors canta "This is the end, my only friend, the end..". Ele acaba de vir na janela! Apenas olhou minha cara e soltou as contas na minha cama, sem pronunciar uma palavra. Choro descontroladamente, não sei o que fazer. E Jim Morrisson grita "THIS IS THE EEEEND!!!!"

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ah! outra vez aquela loucura
aquele distúrbio que sei não ter fundamento
dias de abstinência que me deixam patética
que logo passam
mas que
enquanto existe
consome muito de mim.
Algo interno, tão interno
e intenso
que me faz pensar ser capaz de tudo,
ser um ser invencível, insubstituível,
e ... amante!
Até que passa,
mas ainda não passou.

Me diz quanto

"-Você tem uma marca. Uma marca que parece um beijo.
Eu olhando pra marca, retruquei:  -Em forma de beijo?! "

Só se você me beijou pra deixar essa marca.. haha
Quanto tempo?
-Quanto tempo o quê?
Quanto tempo demora pra gente aprender a deixar marcas nas pessoas?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Menino

Menino,
Acho que colocar você no papel
foi a maior das minhas loucuras
indicada pela imediata dor de cabeça.
Era um sinal, o qual ignorei,
insisti e rabisquei,
e ainda lá você está,
o esboço do seu rosto,
o cabelo atrapalhado,
o olho marcante através da falta de uma lente.
Bem datado de uns anos passados,
continuo procurando defeitos,
os mais graves
motivos pra não aprofundar mais;
até hoje não funcionou muito..
Porque a gente vai levando, menino
não com a barriga, mas através do tempo;
A gente vai levando sem combinado,
estamos vivendo, sem compromisso.
Esse é um modo de vida que quero que seja longo,
lindo menino,
da fala ansiosa e alta,
que  mal deve conseguir ler meus olhos;
dos olhos que me abraçam quando acorda,
dos braços e abraços certos de si.


domingo, 6 de julho de 2014

So lonely

Ok. Agora sinto que estou fazendo merda. Que posso ter tudo ou perder tudo com apenas uma atitude. Eu não quero dormir sozinha está noite.
Feliz e tranquila. Sem necessidade de mais palavras por hoje.