segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Transbordos de lá
Enquanto os próximos sentem seu próprio aflito, eu me aflito pelos próximos, sem ter razão, mas sentindo como se fosse minha obrigação propor a felicidade alheia. Identifico-me com cada texto "bukowisko" mas a identidade não é minha, é de outrem, outrem este que faz parte de mim, que possui sentimentos que parecem meus sentimentos e não são. Talvez eu possa ser um dos que acham que sentem e não sentem nada, só se apropria dos sentimentos espalhados por aí. E talvez eu tenha sentimento de mais, acumulado em anos, que envelheceram na parede da minh'alma tal qual os livros do cartório, e por mais envelhecidos que estejam ainda estão vivos mas por algum motivo não transbordam como os transbordos de lá.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Young Folks
Tenho lembrado de bons abraços.
O último desses foi sorridente, transbordava vontade de abraçar e sorrir.
E como os outros, raros e marcantes, ainda posso senti-lo.
Tão único, tão espontâneo, tão quente que não posso perdê-lo da memória, e sinto que não posso perde-lo da vida!
O último desses foi sorridente, transbordava vontade de abraçar e sorrir.
E como os outros, raros e marcantes, ainda posso senti-lo.
Tão único, tão espontâneo, tão quente que não posso perdê-lo da memória, e sinto que não posso perde-lo da vida!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Forte abraço
Tive uma única experiência tempos atrás, no mundo dos sonhos;
e recorrendo a essa, ainda nítida, memória que tenho encontrado paz.
Uma cena simples: quando fecho os olhos posso sentir o calor
do toque, do cuidado que foi transmitido por um abraço.
Poderia ser um abraço qualquer ou de pessoas conhecidas;
mas naquela noite um bichano que nunca parei para prestar atenção
veio me dar um abraço, não de urso mas de LEÃO!
Desde então ele toma conta da minha mente quando sinto medo,
quando sinto angústia, quando preciso de um abraço, quando estou calma também.
Um leão para todas as horas!
Ao apagar a luz e cair no mundo dos sonhos novamente,
peço que visite-me novamente, nobre Leão, você entenderá!
e recorrendo a essa, ainda nítida, memória que tenho encontrado paz.
Uma cena simples: quando fecho os olhos posso sentir o calor
do toque, do cuidado que foi transmitido por um abraço.
Poderia ser um abraço qualquer ou de pessoas conhecidas;
mas naquela noite um bichano que nunca parei para prestar atenção
veio me dar um abraço, não de urso mas de LEÃO!
Desde então ele toma conta da minha mente quando sinto medo,
quando sinto angústia, quando preciso de um abraço, quando estou calma também.
Um leão para todas as horas!
Ao apagar a luz e cair no mundo dos sonhos novamente,
peço que visite-me novamente, nobre Leão, você entenderá!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Particípio
Ausência de atitude, olhares desviados, TSH elevado;
Uma bola rolando autoestima - vida - abaixo.
Adrenalina, sorrisos, impulso, contato;
Passos bêbados embalados por falas descontroladas.
Sonhos confusos, "coração indeciso", olfato desregulado;
Sensações que aparecem depois de algum momento inesperado.
Caso passado, caso contínuo, laços por todos os lados;
Azul esverdeado, verde azulado, yin, yang, sangüineamente interligados.
Uma bola rolando autoestima - vida - abaixo.
Adrenalina, sorrisos, impulso, contato;
Passos bêbados embalados por falas descontroladas.
Sonhos confusos, "coração indeciso", olfato desregulado;
Sensações que aparecem depois de algum momento inesperado.
Caso passado, caso contínuo, laços por todos os lados;
Azul esverdeado, verde azulado, yin, yang, sangüineamente interligados.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Nuvem Negra
É triste que sua única condição de conversa seja no banco de uma moto onde mal se pode ouvir o que é dito. É triste quando você acaba fazendo mal para uma única pessoa enquanto queria mesmo estar atingindo somente a si. É triste se transformar na presença de alguém que só quer seu bem e não ter, por mais incrível e improvável que isso seja, controle da situação. É triste se esforçar para ser bem humorada e na hora tudo desandar. É triste ter a consciência que está perdendo tempo por futilidades, sentir o arrependimento instantâneo e continuar no silêncio do próprio quarto. É triste, triste demais. E por mais melodramático que soe, não quero que ninguém sinta nada quanto a isso ao menos que seja impulso e vontade real de ajudar alguém a sair de dentro nessa nuvem negra enquanto há tempo.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Ah! por que ir à aula?
Quero andar de bicicleta pelo vale,
com a brisa dessa tarde de primavera quase
verão.
Quero continuar meu desenho inspirativo
de sei lá o que com traços de uma lógica que é só
minha.
Quero sentar no terraço, olhando o por do sol
por detrás das infinitas montanhas
e conversar por horas com meus pais sobre variáveis
ideias.
Quero assistir uma aula também, mas hoje, Ah! Hoje
não.
Quero andar de bicicleta pelo vale,
com a brisa dessa tarde de primavera quase
verão.
Quero continuar meu desenho inspirativo
de sei lá o que com traços de uma lógica que é só
minha.
Quero sentar no terraço, olhando o por do sol
por detrás das infinitas montanhas
e conversar por horas com meus pais sobre variáveis
ideias.
Quero assistir uma aula também, mas hoje, Ah! Hoje
não.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Uma aula
No final de semana...
Era mão na boca, cotovelo na mesa, silêncio;
Mãos abertas, perguntas batidas metralhadas, confusão;
Mãos fechadas, respiração forte, peito estufado, olhar fixo, mínimas palavras.
Pra na quarta feira descobrir que por menos que você fale com a boca, seu corpo desenha absolutamente cada detalhe que passa na sua mente. Li-te-ral-mente. Como pode?
Passei a vida controlando minhas palavras e esforçando para controlar também meus gestos mais bruscos e chega alguém com um dicionário sobre mim.
Sobre qualquer um.
Sobre qualquer singelidade alheia.
Fui atacada, decifrada e desvendada em apenas uma aula! Só passei 20 anos cuidando para não ser legível!! É um choque se auto desvendar, sabia?!
Era mão na boca, cotovelo na mesa, silêncio;
Mãos abertas, perguntas batidas metralhadas, confusão;
Mãos fechadas, respiração forte, peito estufado, olhar fixo, mínimas palavras.
Pra na quarta feira descobrir que por menos que você fale com a boca, seu corpo desenha absolutamente cada detalhe que passa na sua mente. Li-te-ral-mente. Como pode?
Passei a vida controlando minhas palavras e esforçando para controlar também meus gestos mais bruscos e chega alguém com um dicionário sobre mim.
Sobre qualquer um.
Sobre qualquer singelidade alheia.
Fui atacada, decifrada e desvendada em apenas uma aula! Só passei 20 anos cuidando para não ser legível!! É um choque se auto desvendar, sabia?!
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