sexta-feira, 6 de junho de 2014

3 dias pra rever a vida

Estou escrevendo no trabalho e isso não é correto. Mas se qualquer um soubesse como aqui dentro está agitado, apertado me entenderia...
Já tremi, já segurei o choro, já sorri e agradeci aos poucos que sabem da notícia. Como é difícil essa decisão.
Não sei qual será o final, se realmente terei coragem de usar a coragem que tenho acumulado nesses anos. Se usarei, também, o medo que estou sentindo e sempre senti a meu favor dessa vez. Estou sendo reconhecida pelo meu trabalho bem feito, pelo que sou, pelas minhas atitudes. Tenho amado estar aqui cada dia que passa, e tive muita sorte em encontrar esses colegas de trabalho que sempre tiveram paciência em me ensinar, são pessoas de verdade as quais levarei pra vida toda e tenho muito a agradecer. Estou conquistando minhas coisinhas. Acabo de concluir um curso com orgulho do TCC que ralei pra fazer em pouco tempo.
Mas como eles me disseram meu tempo é agora. Hoje estou aqui, mas amanhã posso não estar, dependo das ocorrências da vida. Acredito que um dia isso vai acabar, essa de passar sempre nas faculdades escolhidas, uma hora acaba, uma hora a nota pode ser baixa. Tenho que pensar tanto agora a respeito pra não magoar os que me ajudaram e não ser ingrata e não agir em vão e me arrepender. Sinto fumacinha saindo daminha cabeça, acho que a ideia do sitio soa muito agradável.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Ah, junho

Não sei se esse mês é propício para sentir saudades mas é certo que ela ainda mora em mim. Ainda tenho aquela vontade de pagar pra ver depois de tanto tempo, não literalmente pagar porque convenhamos viajar está caro. Quero estar frente ao que passou e ver o que acontecerá, já pensei e reformulei essa cena tantas vezes que acredito sinceramente que nenhuma delas será a real, mas é necessário, ainda hoje se faz necessário, ainda ficou alguma coisa um pouco mais forte e claramente diferente do qualquer outra. Quero apenas matar essa curiosidade para acabar com esses "ainda" que me assombram. É um desejo pra quando puder.. e será realizado no dia certo, eu sei.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

E agora, seu moço?

E aí a moça Emília me disse que sou sentimental demais para ser Psicóloga e não era a primeira vez que eu escutava  aquilo, levei como um sensível elogio. Gosto muito de ouvir as pessoas, mas acredito que não seria muito eficiente em ajudá-las. Queria falar sobre isso com o moço que acha que me conhece - o que não deixa de ser meia-verdade. Ah, outra vez essa sensação. A sensação que um livro causa, sou realmente impressionavel , estou pensando a vida por culpa das estrelas.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Foi

E foi; apenas foi. Outra vez, por vontade, por ausência de outras opções e não somente de um lado. Foi, de todas as maneiras, não tenho muita certeza de como terminou. E foi, já não posso dizer que não mais será; e talvez por isso realmente não será, ou não. É de um sentimento misto, quase nulo porque existe e não existe, mas confunde. Uma confusão exata, que sei onde começa e termina,mas já foi. Foi, foi bom. Foi para aprender a não inventar promessas pessoais por impulso e quebra-las logo em seguida. Foi para, independente do pós, lembrar sempre de fazer o seu melhor, porque depois não interessa o quanto você poderia ter feito. Mas enfim, foi.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Interferência

Os seus acinzentados  sorrindo sem querer, sem porquê
Os seus contornos bem esboçados
Que talvez ninguém note
Preenchem meus devaneios;
Já vaguei por outros cantos,
Próximos e distantes,
Mas a vontade de estar em sua presença ainda mora nesse interior .
Como posso eu ajudar?
Afastada não soa como a melhor das respostas.
Até onde seria coerente,
No papel de um amigo,
Deixar a corda arrastar
Sem enfocar ?
Digo, quando é  a hora de interferir?
Seria agora, já ?
A demora causa indagações
E já não sei se são reais ou ilusorias
Ou se é meu autoengano
entrando em ação.
Deixe-me ajudar você, reapareça.

domingo, 4 de maio de 2014

Ideia

Deveriam pensar em lugares para madrugada, que não seja bar, danceteria e afins, mas um espaço livre destinado a quem deseja madrugar conversando, bebendo em um lugar mais tranquilo a espera do nascer do sol. Alguns mandariam ir para casa, mas lá sempre tem alguém querendo dormir, assim como nos outros lares espalhados pela cidade os quais atormentamos sem querer por falta de opção. Existe vida após 22h e pré 6h e por mais que esta não pertença ao meu mundo, sete dias na semana, tenho consideração com quem precisa disso. Acho maneiro sentar na rua pra conversar a noite, mas acho um porre incomodar os outros. Cada bairro deveria ter o seu espaço da madrugada, com vistas agradáveis e fora da área de perturbação, na medida do possível.

domingo, 20 de abril de 2014

É tudo?

Um pós sábado com sensação de derrota, não pelo sábado em si, mas pela vida em si que acontece no agora. Sinto como se tivesse levado uma surra - nunca levei uma, mas imagino que seja assim - e não tenho vontade de revidar. Aí desfaço meus pensamentos em lágrimas, antes silenciosas e agora argumentativas, buscando respostas, consolo, conforto.. solução! Ou apenas uma surra. Ouvi todos os comentários possíveis, induzindo ao despertar e desde que acordei hoje minha cabeça não parou. Encontrei um exercício que pode ajudar nesse conflito, o que então me impede de começar?
Meus olhos estão prontos para derreter novamente e quando presto atenção nisso minha mente esvazia; E quando vou exercitar minha voz esvazia; E quando quero me entregar, meu coração esvazia.
É tudo medo, tudo medo do amor?